terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Quem É Jesus Cristo?


De início, a pergunta parece óbvia, porém, quando paro para observar na variedade de adjetivos que são dados a Ele (sim, com "e" maiúsculo), vejo que é preciso esclarecer alguns pontos.

Quem é Jesus Cristo? Sem rodear nas inúmeras interpretações que diversos homens no passado deram, vou me ater àquilo que a Bíblia propõe. Lembrando que esse artigo não pretende responder tudo, apenas dar um norte principalmente aos que não sabem no que acreditar.

Inicio afirmando que Jesus Cristo é o Filho de Deus Pai e que veio ao mundo como homem, sem perder sua divindade. Sendo Deus, não aproveitou de suas "habilidades" para enriquecer-se, destituir reinos e tornar-se um líder aclamado pelas nações. Ele preferiu assumir a postura de servo. Escolheu ser rejeitado, pois foi para isso que Ele veio ao mundo, para servir de oferta pelo nosso pecado.

O que é pecado? Basicamente é tudo aquilo que pensamos, falamos ou fazemos que não tem como finalidade glorificar a Deus, apenas satisfazer os nossos desejos. Aparentemente parece até que Deus é um ser egoísta e malvado demais porque querer punir a humanidade apenas porque foi contrariado. No entanto, o problema maior está na consequência que os caminhos que nossos corações toma quando optamos por não querer glorificar a Deus. Naturalmente, nossa natureza humana nos leva à condição de que somos eternos, que não devemos nada para ninguém, que somos donos do nosso próprio destino e que não existe uma única verdade a ser seguida. Todas essas coisas citadas anteriormente ofendem diretamente a obra de Deus e sua finalidade aqui na Terra.

Para ilustrar melhor, vou dar um exemplo. Digamos que você seja um pai atencioso que possui um filho e que seu desejo é ensinar a ele tudo o que for ajudá-lo a ser no futuro um homem digno que não só será um exemplo para os que o cercam, como também, um testemunho para glorificar a família que o educou. Agora digamos que seu filho, ao invés de seguir seus conselhos, começa a se mostrar rebelde, egoísta e insubmisso. Qual é o seu sentimento como pai diante disso? Nos dias de hoje, essa situação é muito comum nos lares e o que mais temos visto são pais abrindo mão de seus filhos e deixando-os seguir o próprio curso do seu coração, já que obstinadamente eles se consideram capazes de dar o próprio rumo para o seu destino.

Precisei fazer essa abordagem para trazer sentido ao que vou expor agora. Essa relação pai e filho que mostrei, ilustra mais ou menos como Deus se relaciona com os seres humanos, suas criaturas. Diferente do que muita gente imagina, Ele não age da mesma forma que a maioria dos pais nos dias de hoje. Ele intervém, mesmo sabendo que será rejeitado. É aí que entra Jesus Cristo.

A Bíblia diz que a recompensa de todos aqueles que decidem desobedecer a Deus e seguirem seus próprios destinos é a morte, não só física, mas eterna também. Deus, como um bom pai, senhor de todas as coisas e governador da sua criação, possui uma justiça perfeita e devido à ela, pune os transgressores e mantém livre os que seguem suas leis.

Acontece que todos falharam. Por conta do pecado original de Adão e Eva, a semente humana foi corrompida pelo pecado e a partir daí, nenhum homem por vontade própria pôde agradar a Deus. Do coração humano começaram a surgir orgulho, inveja, homicídio, adultério, imoralidade, dentre outras coisas que revelaram a corrupção da humanidade. Diante desse quadro, só restava uma alternativa para Deus (o bom pai que havia desenhado um bom plano para seus filhos, mas os via completamente entorpecidos pelos próprios desejos perversos que brotavam em seus corações): a punição.

"Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos) (Ef 2.4,5)". Pois é, Jesus Cristo aparece como a personagem mais importante da nossa história para receber a condenação que deveria ser aplicada sobre os nossos ombros. Ele se fez sacrifício a Deus para o perdão dos pecados. Agora, eu lhe pergunto: Que tipo de ser é capaz de amar tanto o ser humano, a ponto de entregar quem mais ama, apenas para o salvar? Somente Deus!

Jesus é mais do que um profeta, do que um exemplo a ser seguido ou do que um homem sábio. Ele é o Filho de Deus que, sem ter cometido um erro sequer, assumiu para si o orgulho, a rebeldia, a prepotência, a ira, a inveja, a cobiça, a lascívia, a impureza e a imoralidade que incessantemente brota no seu e no meu coração.


A Bíblia diz que "(..) Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16)". Podemos ver que Deus não é como o pai que mostramos na ilustração acima, que, sem saber o que fazer, decide abandonar seu filho. Ele decide ir ao encontro dos seus e revelar o quanto os ama. 

De que forma você responderá a esse amor? Se você rejeitar, Deus continuará sendo um Deus de amor, mas retribuirá segundo a justiça do seu coração. Se você o aceitar, receberá um amor que nunca antes provara na sua vida, e a justiça de Jesus Cristo será aceita diante de Deus como garantia do perdão dos seus pecados e passagem para a vida eterna.

Não de deixe enganar, só existem dois caminhos: o que leva a Jesus Cristo e o que conduz ao próprio coração. Agora que você o conhece, tome a sua decisão.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

O 'Escola Sem Censura' Censura



Você já ouviu falar de um movimento chamado "Escola Sem Censura"? Sabe como foi que ele surgiu? Foi por meio de professores e instituições de ensino que estão se sentindo ameaçados com o projeto de lei popularmente conhecido como "Escola Sem Partido". Aparentemente é tudo a mesma coisa, afinal, de um lado tem os que querem o "fim da censura" e do outro, os que querem a neutralidade do professor e a pluralidade de ideias. Nesse cabo de guerra, quem está do lado certo: quem é "contra a censura" ou quem é contra o partido na sala de aula? Para elucidar os dois movimentos, vou relatar a experiência que tive ao defender o Escola Sem Partido (sim, eu tenho um lado nessa discussão). 

Antes de mais nada, vale esclarecer quem defende o quê. A maioria dos defensores do 'Escola Sem Censura' são professores, representantes de sindicatos que defendem essa categoria, movimentos sociais de esquerda, partidos de extrema-esquerda como PT, PCO, PSOL, PSTU e PC do B, além de uma parcela considerável de alunos. Já o Escola Sem Partido, possui em sua ampla maioria, pais e mães trabalhadores, que estão preocupados com o futuro dos seus filhos.

Numa audiência pública realizada em Araraquara, pude perceber que a principal liberdade que estava sendo ameaçada não era a do professor ensinar o que quisesse para os alunos, mas a dos pais ensinarem conforme suas crenças e valores. Nesse dia, mais de setecentas pessoas, somando professores, sindicalistas, políticos de esquerda, estudantes de ensino médio e universitários, lotaram o espaço desde às quinze horas (quando o evento estava marcado para acontecer às dezessete horas e trinta minutos), para que os defensores do projeto 'Escola Sem Partido' não pudessem expor as suas opiniões.

A referida audiência pública não teve dois lados. O movimento Escola Sem Censura mobilizou uma militância para censurar o Escola Sem Partido. O movimento sem censura chamou um doutor "especializado em Escola Sem Partido" para defender o fim desse projeto. Também teve uma deputada do PT (Márcia Lia) para fazer pressão contra. Também teve a líder da APEOESP, sindicato que defende os professores e está ligado ao PT, para ser contra o projeto. Teve líder LGBT, estudante secundarista e comissionado do governo petista para falarem que o Escola Sem Partido era uma "lei da mordaça". Teve de tudo, menos o pai para falar o que queria para seu filho na sala de aula.

Como diz a frase atribuída a Lênin: "acuse-os do que você faz", os líderes do Escola Sem Censura agiram. Nos rotulavam de fascistas, nazistas, intolerantes, fanáticos religiosos e censuradores. Ironicamente nós, os que defendiam o Escola Sem Partido, fomos os únicos que não usufruíram do espaço democrático da tribuna para falar a favor do projeto. Vale ressaltar que quem organizou o evento foram os favoráveis ao projeto. Também é certo afirmar que havia sido combinado o direito de ambos os lados discorrerem favorável ou contrariamente ao Escola Sem Partido, mas os organizadores do Escola Sem Censura fizeram uma mobilização popular (com estudantes) para impedir que o direito dos que defendem o projeto fosse respeitado.

Friso novamente que no meio desse enredo teve um lado que não foi ouvido: o dos pais. Professores quiseram reivindicar seus direitos. Estudantes ingênuos também acharam que estavam ali pelos seus direitos. Sindicalistas e políticos replicavam que estavam representando os direitos dos professores. Mas e o dos pais? Quem dali estava preocupado em saber se era relevante a educação que os pais passam para seus filhos? Mais uma vez, somente os defensores do Escola Sem Partido.

Em junho desse ano, tive a oportunidade de, numa reunião contra a publicação de uma cartilha LGBT que a prefeitura confeccionou, encontrar a coordenadora dos Direitos Humanos. Ela me afirmou categoricamente que não é simplesmente uma professora: é uma facilitadora. Facilitadora do quê? De abrir o horizonte para a criança, fazê-la enxergar algo além do que aquilo que lhe fora ensinado desde o berço. Para a coordenadora, "tem que facilitar o caminho do aprendizado", "derrubar barreiras de preconceito", "desconstruir os padrões" e mais uma vez, facilitar o entendimento das crianças sobre o que há de mal no mundo e que os agentes de transformação social estão dispostos a ensinar para tornar a cidade, país e planeta, um lugar com mais amor e menos preconceito.

Essa mesma coordenadora que citei acima é adepta ao Escola Sem Censura. Quando confrontada a respeito da importância dos pais educarem os filhos, sua resposta foi de que "os filhos não são somente dos pais". Dique também que, enquanto educadora, tinha a obrigação de ensinar aos alunos, aquilo que eles precisavam saber para crescerem sem preconceito e menos machistas, istas e istas no futuro". 

Aparentemente o que essa "facilitadora" falou não tem nada demais. Ela só está preocupada em ajudar a sociedade a ser melhor. No entanto, esse discurso não é novo. Ele parte do pressuposto marxista de que para construir algo, você precisa fazer uma revolução, destruir o atual sistema e implantar outro. Essa é a visão que a maioria dos professores, das três últimas gerações, aprenderam na universidade e estão constantemente replicando, com o apoio de livros didáticos. A questão da "teoria dos gêneros" (ou ideologia de gênero) é só a ponta do iceberg.

O movimento Escola Sem Censura quer ensinar sobre sexualidade, mas acha opressor um pai educar um filho a se guardar até o casamento. Quer ensinar que não há nada de errado em legalizar as drogas no Brasil, mas quer proibir que adolescentes concordem com a opinião de seus pais que acreditam que as drogas trazem problemas para a família. Eles querem falar sobre o direito da mulher abortar, mas querem que os pais que afirmam que a vida é um dom de Deus desde a concepção, são retrógrados e estão do lado dos estupradores, não da vítima.


Se as escolas respeitassem mais os pais, o Escola Sem Partido não existiria. Não ganharia a projeção nacional que teve. Não seria apoiado por juristas e procuradores. Se os professores adeptos do Escola Sem Censura se limitassem a ensinarem apenas a disciplina que foram contratados para lecionar, não existiria o Escola Sem Partido. É por essas e outras que Jair Bolsonaro foi eleito. Que os pais estão pedindo pelo fim da manipulação em sala de aula, pela neutralidade do professor e respeito à pluralidade de ideias. É porque o último governo do PT colocou a estrela branca, com fundo vermelho nas salas de aula, que os pais pedem para que a escola seja SEM PARTIDO.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O Dia que Araraquara mostrou a diferença entre Fascismo e Patriotismo


Na tarde de ontem (21), Araraquara deu um show de patriotismo. Essas últimas manifestações pró-Bolsonaro têm sido as mais lindas que eu já participei em toda a minha vida. A última vez que que vi o Brasil com esse amor pela bandeira, foi na Copa do Mundo de 2002, que consagrou à nossa seleção o título de penta-campeão do mundo. Diferente de uma torcida de futebol, hoje, o que está em jogo não é um título, mas o futuro de um país e, ver o Brasil inteiro comprometido com isso, vale mais do que qualquer troféu.

A emoção, vibração e energia que senti nessa festa verde-amarela foi algo singular. Não tinha como os olhos não se encherem de lágrimas ao ver crianças com seus rostos pintados, idosos superando suas limitações para participarem, famílias abrindo mão do churrasco de domingo, pessoas com deficiência física superando obstáculos, enfim, simplesmente porque ainda acreditam no Brasil e não estão dispostas a perdê-lo para a corrupção.

Pude ver em cada rosto, a esperança por mudança, o desejo por liberdade, a vontade de ver o Brasil alegre novamente como ele é: com o samba, o futebol e aquela "brasilidade" que os gringos invejam.

Nosso país é belo, grande e imponente. Durante décadas nos enganaram. Nos deram direitos em excesso e esconderam a conta que nós mesmos iríamos pagar. Mas como não há nada oculto que não venha a ser revelado, descobrimos toda a farsa que nos ludibriou apenas por um tempo. Só por um tempo. Afinal, essa crise que estamos passando nos deu uma lição valiosa, que daqui para frente mudará o curso do nosso país. Aprendemos que jamais devemos deixar o Estado cuidar da nossa vida e que jamais podemos dar credibilidade total à mídia tradicional.

A lição que deve ficar memorizada e repassada às futuras gerações é a de que no passado, um político e seu partido, tentaram dominar o Brasil e chamá-lo de seu e que o brasileiro reagiu com intrepidez, tomando para si a responsabilidade, dizendo: "O Brasil é meu, e ele não tem partido!"

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Por Que Decidi Voltar a Escrever Artigos?

"You Are Not Forgotten" - US President Donald J. Trump Painting By Jon McNaughton - originally published on 8/21/17

Após um longo período, resolvi retomar o uso desse blog que criei em 2012, quando eu havia entrado no curso de Propaganda e Marketing e também me interessado pela área de redação publicitária. Tentei até manter meus antigos textos, no entanto, a mudança do meu entendimento sobre diversas questões políticas e filosóficas mostraram tanta discrepância, que manter aqui meus velhos pensamentos ingênuos, despertaria uma dúvida no meu seguidor se eu realmente preservo hoje um pensamento livre e conservador.

Dentre as coisas mais engraçadas que encontrei nos meus antigos textos, foi a que eu culpei o capitalismo por todas as desgraças que existem no mundo. Quis ser um crítico de um mundo que eu sequer conhecia, afinal se tem uma coisa que me lembro é de que naquela época eu nunca tinha terminado a leitura de um livro qualquer, de nenhum assunto sequer.

Hoje, com um pouco mais de maturidade e conhecimento, consigo compreender (fora da bolha) quem é o jovem dos nossos dias: prepotente, soberbo, metido a revolucionário, mas não sabe discernir o que está a um palmo do próprio nariz.

Só Deus sabe o quanto eu tenho vergonha de tanta coisa que pensei, defendi e acreditei que era o que tinha de mais correto, mas que quando foi confrontada com a VERDADE, tive que admitir que tudo aquilo não passava de esterco.

Agora, regado por um senso de justiça e dever para com a sociedade, uma vez que tive meus olhos abertos, me comprometi a militar em defesa da moral e bons costumes (daí o nome do blog) que estão em ameaça na nossa sociedade devido à agenda que artistas, professores, jornalistas e formadores de opinião, vêm enfiando goela abaixo na civilização, com o propósito de tornar o Brasil um país ateu, em que o orifício rugoso (para não falar c*) seja laico (palavras da "filósofa" Márcia Tiburi).

Já adianto que aqui você não encontrará textos muito formais, nem pensamentos com análises impecáveis. Sou jovem e isso me impede de compreender muita coisa da forma que ela é. Também sou impulsivo (além de ansioso) e além disso, minha bagagem intelectual ainda está sendo moldada a duras penas, graças às décadas de atraso intelectual que o ensino público construtivista causou não só no meu cérebro, mas na minha geração.

O que posso afirmar é que eu já tenho um norte. Sei qual o fim que quero alcançar e estou aprendendo aos poucos com grandes homens do passado e atuais, qual é o melhor trajeto a ser trilhado. Já sei que caminhos coletivistas demais ou anarquistas são um perigo. A melhor direção a seguir é prudente, cética e realista. Com esses adjetivos, não tem outra linha de pensamento que as tenha além do conservadorismo.